FEBRE.
Por que deseja minha carne, oh alucinada amante?
Não a tem no gozo dos lençóis?
Sob qual sol brilha o seu desejo, infame lascívia?
Rogo o seu silêncio.
Não suje o meu leito branco.
Seu gozo é infortúnio.
Seus gemidos confissões insanas.
Que buscas em meus braços, delirante amiga?
Goza sob meu corpo, cospe em minha boca, seja minha, puta!
Infame poesia eu a dedico.
Sou homem e nada do que sinto me pertence!
Paulo César, poeta sergipano. - Rua Frei Paulo, em Aracaju, numa noite de 19.novembro.2017.

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