A HISTÓRIA DESSAS LÁGRIMAS
Descobri já há algum tempo uma virtude em Professora Adriana Leite, que não chega a ser rara na humanidade, mas, tampouco não é abundante quanto o deveria ser: -a gratidão!
Entretanto, tem uma particularidade na sua forma de ter gratidão que a torna ainda mais especial e desta forma, rara!
A gratidão que ela guarda no coração é tão mais indelével quanto o for especial o fruto deste sentimento. E ser especial neste caso não é por ter um valor material, ter sido dada uma concessão de poder, ou algo que seria relevante para terceiros.
A gratidão para ela dá-se mais pelo valor que tinha, por necessário ser, naquele momento em que foi concedido o benefício recebido.
As vezes um simples abraço, uma palavra oportuna, um passe de ônibus, um emprego de professora a R$2,30 por hora-aula, a companhia de amigos, ... .
Mas, estas lágrimas contidas, na foto, representam a recordação de uma bicicleta emprestada!
- Não uma, nem duas mas algumas vezes. Adriana lecionava aos 19 anos em uma escola longe da sua casa e se fosse de ônibus, o valor recebido das aulas, seria quase que absorvido pelo custo do transporte.
A sua vizinha, à época, Marta, emprestava a bicicleta da filha para que Adriana fosse lecionar. É esta história ela já me contou dezenas de vezes, a maioria, envolta em grande emoção.
Hoje, 26/08/2018, em carreata em Socorro, Adriana agora estando como vice-prefeita de Estância e em campanha para deputada Estadual, passou por acaso, já que o percurso da carreata não era dela pré-conhecido, próximo a sua antiga moradia.
De longe acenamos para alguns moradores que nos cumprimentavam e quase simultaneamente elas se reconheceram, Adriana e Marta.
Vapt-vupt, saímos da carreata e de sorrisos abertos elas se abraçaram e algumas lágrimas apareceram ao Adriana recordar da bicicleta emprestado para ela ir dar aula.
- Que bom seria, ou será, se existirem mais lágrimas originadas em situações similares:
- A alegria de quem fez o bem, e a gratidão de quem o recebeu.
Ivan Leite
26/08/2018

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