CONSELHO É BOM E NÃO ENGORDA.
Como iniciar sua biblioteca jurídica. Sugestões de um leitor apaixonado.
Tenha sua biblioteca jurídica. É cara, mas imprescindível. Escolha bons autores - os clássicos, e os leia. Lendo-os, quando você se encontrar com os "moderno", os da moda, saberá distinguir o joio do trigo. Fui num sebo dias desses e comprei um livro velhinho do Orlando Gomes - Introdução ao Direito Civil. Uma delícia. Há autores mais atuais, claro, como o Stolze, mas é nos clássicos como Gomes e Pontes de Miranda que o Pablo Stolze vai buscar sua bagagem. Meu Constitucional é o José Afonso da Silva, mas para concurso indico o Pedro Lenza e Didier Júnior; Administrativo, o insuperável é Hely Lopes Meirelles e a Sylvia di Pietro, mas para concurso, Marcelo Alexandrinho e Vicente Paulo, ou ainda a Fernanda Marinela. Processo Penal, leio Eugenio Pacelli de Oliveira e Tourinho Filho, porém para concurso indico o Rodrigo Bello (criminalista e professor carioca). Sei que citar autores assim é perigoso e injusto, pois temos muita gente boa produzindo livros maravilhosos. Uma dica que dou é para se ler acórdãos, na íntegra. Lá encontramos os autores que os Desembargadores e Ministros leem. Leia-os também. Quando li o ADI 4424, que tratou da Lei Maria da Penha encontrei referência ao Valerio Mazzuoli: não tenho dúvidas. Se Ministro do STF ler o Mazzuoli, ele é bom, ele é referência, ele merece ser lido de capa a capa. E fazendo isso, nunca me decepciono com os autores que seleciono. Penal, Luiz Flávio Gomes e a Alice Bianchini estão sacudindo o mundo jurídico. Vou lá em Mirabete, em José Frederico Marques, mas quero saber o que as cortes superiores estão lendo. E então dou de cara com Bianchini e Gomes. Também encontro muita citação a obras do Cezar Roberto Bitencourt, de quem gosto muito. Então os leio, para ter subsídio em minhas peças, em minhas reflexões, em minhas aulas. As vezes compro o livro apenas por um capítulo, ou porque um amigo me sugeriu. Não gosto de recorrer a reproduções (xerox). É uma agressão ao autor. Deixo o Johnny Walker de lado, e vou numa boa livraria (em Recife: Saraiva, Cultura e Imperatriz; em Aracaju: Livraria Escariz). Outra dica: sempre encontro descontos generosos na Imperatriz e Escariz... Sebo, frequento desde menino. Em Recife tem vários. Em Aracaju, é uma m*rda. Não tem. Compro também pela Saraiva Online. Processo Civil, a Ada Grinover é a grande decana, mas para o cotidiano, José Miguel Garcia Medina e a Fernanda Tartuce são inigualáveis. E o Medina, de forma especial, tem o bom hábito de indicar leituras. Conheci o Virgílio Afonso da Silva por indicação do José Miguel Garcia Medina, que o cita constantemente. A Doutora Fernanda Tartuce, doce, determinada e gentil como toda mulher mineira consegue trafegar pelas vias do direito substantico civil tão bem quanto pelo adjetivo civil. Coisa de poucos - de seletos juristas. Única, como o bom pão mineiro e o feijão com charque sergipano. Montar uma boa biblioteca jurídica não é fácil, nem barato, mas imprescindível, volto a dizer, para quem gosta do Direito como se gosta da vida: sacrossanto templo da liberdade.
Tenha sua biblioteca jurídica. É cara, mas imprescindível. Escolha bons autores - os clássicos, e os leia. Lendo-os, quando você se encontrar com os "moderno", os da moda, saberá distinguir o joio do trigo. Fui num sebo dias desses e comprei um livro velhinho do Orlando Gomes - Introdução ao Direito Civil. Uma delícia. Há autores mais atuais, claro, como o Stolze, mas é nos clássicos como Gomes e Pontes de Miranda que o Pablo Stolze vai buscar sua bagagem. Meu Constitucional é o José Afonso da Silva, mas para concurso indico o Pedro Lenza e Didier Júnior; Administrativo, o insuperável é Hely Lopes Meirelles e a Sylvia di Pietro, mas para concurso, Marcelo Alexandrinho e Vicente Paulo, ou ainda a Fernanda Marinela. Processo Penal, leio Eugenio Pacelli de Oliveira e Tourinho Filho, porém para concurso indico o Rodrigo Bello (criminalista e professor carioca). Sei que citar autores assim é perigoso e injusto, pois temos muita gente boa produzindo livros maravilhosos. Uma dica que dou é para se ler acórdãos, na íntegra. Lá encontramos os autores que os Desembargadores e Ministros leem. Leia-os também. Quando li o ADI 4424, que tratou da Lei Maria da Penha encontrei referência ao Valerio Mazzuoli: não tenho dúvidas. Se Ministro do STF ler o Mazzuoli, ele é bom, ele é referência, ele merece ser lido de capa a capa. E fazendo isso, nunca me decepciono com os autores que seleciono. Penal, Luiz Flávio Gomes e a Alice Bianchini estão sacudindo o mundo jurídico. Vou lá em Mirabete, em José Frederico Marques, mas quero saber o que as cortes superiores estão lendo. E então dou de cara com Bianchini e Gomes. Também encontro muita citação a obras do Cezar Roberto Bitencourt, de quem gosto muito. Então os leio, para ter subsídio em minhas peças, em minhas reflexões, em minhas aulas. As vezes compro o livro apenas por um capítulo, ou porque um amigo me sugeriu. Não gosto de recorrer a reproduções (xerox). É uma agressão ao autor. Deixo o Johnny Walker de lado, e vou numa boa livraria (em Recife: Saraiva, Cultura e Imperatriz; em Aracaju: Livraria Escariz). Outra dica: sempre encontro descontos generosos na Imperatriz e Escariz... Sebo, frequento desde menino. Em Recife tem vários. Em Aracaju, é uma m*rda. Não tem. Compro também pela Saraiva Online. Processo Civil, a Ada Grinover é a grande decana, mas para o cotidiano, José Miguel Garcia Medina e a Fernanda Tartuce são inigualáveis. E o Medina, de forma especial, tem o bom hábito de indicar leituras. Conheci o Virgílio Afonso da Silva por indicação do José Miguel Garcia Medina, que o cita constantemente. A Doutora Fernanda Tartuce, doce, determinada e gentil como toda mulher mineira consegue trafegar pelas vias do direito substantico civil tão bem quanto pelo adjetivo civil. Coisa de poucos - de seletos juristas. Única, como o bom pão mineiro e o feijão com charque sergipano. Montar uma boa biblioteca jurídica não é fácil, nem barato, mas imprescindível, volto a dizer, para quem gosta do Direito como se gosta da vida: sacrossanto templo da liberdade.

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