Pedro Barreto Siqueira era um nome que tem história.
Nascido no dia 26 de Junho de 1929, filho de Josefina Siqueira
Nascimento e Mario Antônio Siqueira, foi operário da Fábrica Santa Cruz,
onde ingressara nos idos de 1940 e aí permanecendo até 1946, quando
funda em 23 de Março, a Sapataria Vitória, e onde, posteriormente
fundaria a Auto Peças Vitória, em parceria com o amigo Carlos de Oliva
Sobral – o Carlito.
Levado pelo exemplo e apoio do Senador Júlio
César Leite, Pedro Siqueira ingressa na vida pública, como Vereador, em
1950, sendo reeleito quatro anos mais tarde com uma votação histórica,
pois sozinho teve mais votos que todos os demais candidatos.
Destacando-se como parlamentar, eis que surge a oportunidade de ser
candidato a Prefeito. Corria então o ano de 1958, e dois grandes nomes
disputavam a Prefeitura de Estância: Raymundo Silveira Souza, pai da
sempre gentil Maria Eugênia Teixeira e avô dos meus queridos Cristóvão
Sousa Júnior Sousa e Jessé Souza; e Pedro Barreto Siqueira, pai de Saulo
Henrique, Paulinho Siqueira, Luiz Augusto, Mário Sérgio e Pedro Marcelo
Siqueira. Foi uma disputa de altíssimo nível, com Pedro Siqueira
vencendo o pleito por apenas quarenta votos. Vejamos o depoimento de
Maria Eugênia, filha do saudoso Raymundo Souza: "Paulo Cesár, meu pai
perdeu a eleição para Pedro Siqueira, em 1958, por apenas 40 votos, em
uma apuração bastante tumultuada e contestada por Luciano Libório. Foi a
mais bonita e brilhante campanha disputada pelo meu pai. Havia um
entusiasmo e a cidade se dividiu em duas torcidas. Meu pai era levado
nos braços do povo que cantava o hino da campanha, música de Cidade
Maravilhosa, com letra de Terezinha Libório, que dizia: 'Raymundo
Silveira Souza, padrão de honestidade, é o nome que vitorioso percorre
toda cidade. Estância, sua grandeza sempre há de aumentar porque com
Raymundo Souza tudo há de prosperar. Ele será da Estância o farol e lhe
fará todo o bem. Nada pra ele é impossível porque, ama sua terra natal!'
Em 1946, ele foi interventor por um tempo curto, substituído por Dr.
Archibaldo Silveira que era do PR. Creio que esse período corresponde ao
final da era Vargas e a redemocratização do País."
Detalhe, o líder
do PR - Partido Republicano, era o sempre querido Advogado e
posteriormente Senador da República Júlio César Leite, avô dos queridos
Ivan Leite, Otávio e Fernando Leite, e tantas outras personalidades da
vida política, social e econômica de Sergipe.
Pedro Siqueira
permaneceu como prefeito até 1963, quando é eleito Deputado Estadual,
permanecendo na Assembleia Legislativa até 1967. Volta àquela Casa
Legislativa em 1970, cumprindo seu mandado até 1974. Permanece Pedro
Siqueira nos bastidores da política, vendo seu filho Pedro Marcelo da
Silva Siqueira eleger-se vice-Prefeito na chapa do médico Carlos Magno
Costa Garcia entre 1983 e 1989 – curioso que a legislação eleitoral à
época permitia que Pedro Marcelo fosse candidato a vice em duas chapas:
na de Carlos Magno e na de Nivaldo Silva Carvalho. Vê também Pedro
Siqueira os dois mandados de Vereador do seu filho Saulo Henrique da
Silva Siqueira. Somente em 1988 volta à cena pessoalmente, como
vice-prefeito na chapa de Ivan Leite.
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