O COMUNISMO NÃO MORREU
RECEBI, na minha adolescência, formação marxista, o que foi um grande conflito por eu ser católico, porém era moeda corrente também dentro do catolicismo apostólico romano o diálogo cristão-católico com o marxismo através da chamada Teologia da Libertação. Li Gutierrez, os irmãos Boff, Carlos Master, Casaldáliga, Frei Beto. Ótimo discurso, péssima praxe (conceito marxista que significa a prática refletida, em apertada síntese). A Teologia da Libertação fracassou. As comunidades eclesiais de base - CEBs, foram um sonho que não deu certo. Mas o marxismo não morreu. Está vivo. O Partido dos Trabalhadores, fruto das CEBs e da praxe marxista, apesar dos equívocos, nunca abandonou o sonho marxista (não marxiano, que fique claro aos bons entendedores). O sonho marxista é o sonho dos bolcheviques, da pseudo-ditadura proletária, da elite do partido único, e principalmente da morte da democracia, das liberdades individuais, da livre iniciativa, da pluralidade de pensamento, da pluralidade partidária e ideológica. Da morte do homem livre. O holocausto promovido pelo comunismo soviético - e Cuba e Venezuela são filhos diletos do bolcheviquismo (comunismo ou marxismo soviético) não foi menor que o holocausto nazista. Fui um militante. Hoje não mais. Sou um intelectual de direita, com todo o peso semântico que isso significa. No bolcheviquismo era de esquerda; o nazismo (nacional socialismo) era de esquerda. Quem tem mais que se envergonhar: a esquerda ou a direita? É uma discussão infrutífera. O fato é que apesar de ter fracassado, o comunismo-bolcheviquismo-marxismo está aí, mais vivo que nunca, a ameaçar. Não mais é a intentona comunista e suas farsas, mas o comunismo real que a tudo atropela com sua fúria assassina. Pensemos nisso.

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