CLAUDIO MELIM E A CURA DO DIREITO

Não é tarefa das mais fáceis ler Heidegger. Traduzi-lo para o comum dos homens, portanto, é tarefa digna dos Prometeus dos tempos modernos. E é a essa tarefa própria dos semideuses a que o Mestre em Ciência Jurídicas pela Universidade do Vale do Itajaí – UNIVALI e Advogado Tributarista Cláudio Malim faz ao longo das 84 páginas de sua magnífica obra “Ensaio sobre a Cura do Direito – Indícios de Uma Verdade Jurídica Possível”, publicado pela Empório do Direito, de Florianópolis. Apresentada pelo Doutor em Direito (UFPR), Professor da UFSC e da UNIVALI e Juiz de Direito Alexandre Morais da Rosa, com a quarta capa assinada pelo não menos culto Lenio Luiz Streck, a obra não merece ficar guardando poeira em uma estante secundária. Ela, a obra, tem que está entre os dedos, ao alcance dos olhos e da mente, sendo degustada suavemente, como um bom vinho a acender em nós, leitores, o desejo de entidade com o pensamento fecundo do seu autor, Cláudio Melim. Já na apresentação, Doutor Morais da Rosa nos adverte que “raramente um texto consegue articular de maneira coerente e consistente a complexidade da Hermenêutica Filosófica”, e reconhece o labor do pesquisador, Jurista e Advogado Cláudio Melim nesta empreitada. Sem nos deixarmos contaminar pelo exagero ou pelo simplismo, podemos afirmar que essa obra de Melim o coloca no panteão dos bons autores universais que buscam pensar o Direito e “compreender os vestígios de uma verdade não relativista”. Sim. Cláudio Melim é um autor fecundo, de notório e notável saber filosófico e jurídico, da esteira de Lênio Luiz Streck e Ernildo Stein. Verdadeiro “manifesto à comunidade jurídica”, no dizer de Streck, “Ensaio sobre a Cura do Direito” – como já afirmei, não merece ser lido num respiro só. “De uma sentada”, como falamos nós, nordestinos. O rigor de análise e o brilhantismo intelectual de seu autor exige que o leitor leia sua obra com dedicada calma, alguns momentos relendo parágrafos, páginas inteiras. As 84 páginas do livro se multiplicam pela oceano de saber libertário que representa. Saber sem porteiras – mais uma vez recorro as minhas raízes nordestinas. Saber que Cláudio Melim não se furta a oferecer às gerações nascentes de juristas que buscam compreender o direito muito mais que “fato, valor e norma” ou como teoria desvinculada da vida cotidiana do advogado militante. Obra colossal. São 84 páginas de inteligência filosófica e jurídica. De vida. De pensar o impensável. De trilhar o caminho dos novos. O próprio Cláudio Melim é ele mesmo um jovem Jurista. E muito ainda ouviremos dele e de sua obra. Queira Deus, e Deus o quer que saibamos mergulhar em cada uma das palavras de sua jovem obra, que nasce do idealismo de um jurista catarinense que muito honra as letras jurídicas brasileiras. Estou encantado com a obra. E encantar-se é mergulhar nas vísceras do saber jurídico que, se não transforma o mundo, ao menos lhe dá significado. BOA LEITURA.

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