SALA DE AULA, ANTESSALA DA VIDA: DANIEL VAZ E SEU AGIR EDUCADOR.
O que é educação? A essa indagação cabe muitas respostas. Cabe resposta de natureza sociológica, antropológica, filosóficae política, mas creio pertinente que antes de qualquer resposta reflitamos sobre a figura do educador.
O educador não é mero transmissor de saberes, muitas vezes arrogante e vázio em si mesmo. O educador traz consigo uma tarefa digna do semideus Prometeus. Explico: conta a mitologia grega que o semideus Prometeus roubou a luz aos deuses e o trouxe ao comum dos homens. Como sina, tem seu fígado devorado eternamente por águias com dores insanas - talvez esse processo de devorar-se eternamente se dê pelo fato do fígado ter um grande poder de regeneração. Ao contrário do aluno, que é em sua origem tido e dito como um ser "sem luz" (a, an = negação; lumni = luz), em superada tese pedagógica evidentemente combatida pela teoria do conhecimento, pela pedagogia e pela psicologia do desenvolvimento e da aprendizagem.Sabemos pela pena de Paulo Freire que o aluno traz em si toda uma carga de conhecimento que desenvolver-se-á no ambiente escolar, ou seja, o aluno tem em si certa luz a ser aperfeiçoada na praxis da libertação.
Feita essa longa introdução, quero tratar da luz que irradia do agir pedagógico do Professor Daniel Ribeiro Vaz, graduado em Direito pela Faculdade de Direito da Alta Paulista (FADAP), em 2000, e Pós Graduado em Direito Penal e Direito Processual Penal pela Fundação Eurípedes Soares da Rocha (UNIVEM - 2001/2002). Atualmente é Professor da Universidade Tiradentes e de cursos preparatórios para Concursos Públicos e OAB, ex-Coordenador Adjunto do Curso de Direito. (UNIT). Professor de Direto Penal, Direito Processo Penal, Direito Constitucional e Criminologia. Ou seja, um vocacionado e inspirado Educador, no mais completo pudor semântico da expressão.
Recém ingresso no universo dos quarentões, posto que nascido nos idos de 09 de Setembro de 1975, Professor Daniel Vaz tem grande poder de síntese e um entusiasmo pela sala de aula que a transforma na antessala da vida de seus alunos, que veem no jovem mestre um ícone de amor pelo Direito e um pensador que com rigor metodológico e desapego às teses fáceis, compartilha o saber na alegria dos sábios.
Atento às discursões que se processam nas principais cortes jurídicas brasileiras, notadamente no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal, Daniel Vaz traz à sala de aula um Direito dinâmico, vivo, portador de alma e sentimentos que tem contagiado seu alunato. Isso é bom. Com essa atitude, o Professor Vaz forma uma gala de jovens juristas sensíveis aos apelos humanos e capazes de pensar o Direito não como corpus hierárquivo meramente formal como queria Kelsen, nem como o encontro dialogal entre "fato, valor e norma" como advocava o mestre Miguel Reale (humildemente discordo de Reale, pois o valor - axiologia, está na gênese da própria norma, ou seja, o valor social, moral e ético é em si o embrião da norma que se corporatifica na ação legisferante do legislador, ele também fruto dos valores de sociedade em que está inserido).
Tenho ingressado no Magistério do Ensino Superior em 2006, Daniel Ribeiro Vaz faz jus ao seu próprio nome. Em hebraico, Daniel significa "Deus é o meu Juiz". Realmente, Deus tem sido o juiz precioso e justo na vida do jovem Jurista Daniel, que tem consagrado sua vida ao Magistério universitário, notadamente ao Direito Penal, Processual e à Criminologia, filiando-se às mais hodiernas correntes do pensamento jurídico brasileiro, sem deixar-se levar pelos modismos que surgem a cada momento.
O Direito Penal contemporâneo é muito rico. Daniel Vaz sabe e faz saber disso todos os seus alunos, seja na Universidade Tiradentes, onde é um dos mais destacados professores, seja nos cursos ministrados aos candidatos de concursos jurídicos ou ao exame da Ordem dos Advogados do Brasil.
A postura do professor e pesquisador Daniel Vaz alimenta-nos a esperança de que nossos jovens juristas continuarão recebendo uma formação jurídica e humanistica pautada na ética, no compromisso epistemiológico com a verdade e principalmente no reconhecimento que é na compreensão de que é na dignidade da pessoa humana que repousa todo o agir educacional, toda a praxis jurídica enquanto agir refletido e dialético em defesa da pessoa humana.
Sei que o Justo Juiz do penalista Daniel Vaz é Deus, mas tomo a liberdade de externar minha admiração pelo jovem Jurista, pelo Professor e pela pessoa humana repleta de méritos que ele, Daniel Vaz, é. Que Deus lhe reserve o sucesso digno dos bons, dos justos e dos verdadeiros. O porvir a Deus pertence, mas nosso livre arbítrio nos compromete a, inspirados em e por Deus, sermos coautores do futuro que construirmos do agir diário em defesa da vida.
¹Paulo César dos Santos, 44 anos, é pesquisador independente, e nas horas vagas - entre meia noite e cinco da manhã, leitor do bom Direito.

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