#CANTO.


Quando canto o seu amor não é por saudades.
Nem por malícia de um coração trigueiro.
Se não a tenho não me tenho por inteiro.
Se não a vejo fechados estão meus olhos para a vida.
Parto, querida, de um parto d'outro útero sereno.
Sereno amor é o que trago nas pupilas
E de pálpebras cansadas de noites mal dormidas
Meu canto silencia na madrugada nua.
Sonolento cantador sou eu agora.
Minha viola lançada num pé de parede fria
Clama seu nome que luzia
Numa estrela distante de minhas vistas.
Boa noite, querida, eu direi agora.
Vou recolher-me numa cama breve
Onde caibam meus pés e minha poesia.
Onde dormirei qual menino bobo
Apaixonado que sou da sua ausência.


#Estância_02deSetembro2017.

Paulo césar dos santos, 46 anos, é um poeta, historiador e teólogo sergipano.

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