BREVÍSSIMA HISTÓRIA DO PORTO D'AREIA
Professor Paulo César dos Santos¹
O Porto d'Areia é um dos mais antigos bairros da cidade de Estância, habitada principalmente por remanescentes quilombolas que se dedicavam sobretudo à pesca e à agricultura de subsistência bem como à fruticultura. No final do século XIX havia instalado no local um trapiche - armazém para deposito de mercadorias e uma pequena indústria de beneficiamento de coco (produção de farinha de coco e óleo) que funcionaram até meados do século XX.
Confluência dos Rios Real, Piauí e Piauitinga, boa parte da "Maré do Porto", como era conhecida, era navegável, o que permitia que mercadorias como coco-da-baía, frutas e peixes e mariscos foram trazidos de canoa para que fossem comercializados em Estância.
A navegabilidade do rio de água salobra por possuir maior concentração de sais dissolvidos (cloretos) que a água doce e menos que a água do mar, permitia inclusive o transporte de pessoas das comunidades do Castro, Indiaroba, Terra Caída, Coqueiro,e Praia do Saco.
A presença de rochedos nas proximidades da Maré também permitia a extração de areia e pedras para construção.
Por tratar-se de uma comunidade essencialmente quilombola, tradições culturais como os foguetos e danças típicas como samba de coco e batucada - há pesquisadores que acreditam que se trate de uma só modalidade de dança, sempre foi mantida por seus moradores, inclusive se credita a um fogueteiro local, Antônio Francisco da Silva Cardoso, o Chico Surdo, a invenção do Barco de Fogo.
Chico Surdo, fogueteiro e pescador, tinha o sonho de ser marinheiro, porém por sua limitação auditiva não pode realizar o sonho de ingressar na Marinha Mercante, o que o levou a criar o mais famoso fogueto de Sergipe.
Entre maio de 1964 a outubro de 1966, a cidade de Estância foi administrada por Alizir Cardoso Costa, que buscou urbanizar o bairro através da abertura de uma avenida que ficaria conhecida como Arrepiada - hoje Avenida Nova do Porto, doando lotes de terra para a construção de moradias.
Ainda no final dos anos 1960, um acordo entre Brasil e Estados Unidos dotou o bairro de uma escola primária - Escola Gilberto Amado, em homenagem Gilberto de Lima Azevedo Sousa Ferreira Amado de Faria (1887 - 1963) que foi um advogado, diplomata, jurisconsulto, escritor, jornalista e político brasileiro e que também foi membro da Academia Brasileira de Letras. Gilberto Amado nasceu em uma casa na Avenida Capitão Salomão, onde hoje está sediada a Lira Carlos Gomes.
No final dos anos de 1970, Valter Cardoso Costa, irmão de Alizi e então prefeito de Estância realizou o calçamento a paralelipípedos, e finalmente em 1988, o então Prefeito Carlos Magno Costa Garcia concluiu o processo de urbanização do bairro Porto d'Areia, ligando-o ao Loteamento São Jorge. A última reforma urbanística por que passara o bairro foi também na segunda gestão do Prefeito Carlos Magno Costa Garcia, que dotou o local com ampliação do Alto da Conceição - onde está assentado o Cristo Redentor, parque temático sobre o São João de Estância, e parque infantil.
O Porto d'Areia é insofismavelmente uma comunidade tradicional, com forte presença de descendentes afro-brasileiros, e enraizadas tradições culturais.
Confluência dos Rios Real, Piauí e Piauitinga, boa parte da "Maré do Porto", como era conhecida, era navegável, o que permitia que mercadorias como coco-da-baía, frutas e peixes e mariscos foram trazidos de canoa para que fossem comercializados em Estância.
A navegabilidade do rio de água salobra por possuir maior concentração de sais dissolvidos (cloretos) que a água doce e menos que a água do mar, permitia inclusive o transporte de pessoas das comunidades do Castro, Indiaroba, Terra Caída, Coqueiro,e Praia do Saco.
A presença de rochedos nas proximidades da Maré também permitia a extração de areia e pedras para construção.
Por tratar-se de uma comunidade essencialmente quilombola, tradições culturais como os foguetos e danças típicas como samba de coco e batucada - há pesquisadores que acreditam que se trate de uma só modalidade de dança, sempre foi mantida por seus moradores, inclusive se credita a um fogueteiro local, Antônio Francisco da Silva Cardoso, o Chico Surdo, a invenção do Barco de Fogo.
Chico Surdo, fogueteiro e pescador, tinha o sonho de ser marinheiro, porém por sua limitação auditiva não pode realizar o sonho de ingressar na Marinha Mercante, o que o levou a criar o mais famoso fogueto de Sergipe.
Entre maio de 1964 a outubro de 1966, a cidade de Estância foi administrada por Alizir Cardoso Costa, que buscou urbanizar o bairro através da abertura de uma avenida que ficaria conhecida como Arrepiada - hoje Avenida Nova do Porto, doando lotes de terra para a construção de moradias.
Ainda no final dos anos 1960, um acordo entre Brasil e Estados Unidos dotou o bairro de uma escola primária - Escola Gilberto Amado, em homenagem Gilberto de Lima Azevedo Sousa Ferreira Amado de Faria (1887 - 1963) que foi um advogado, diplomata, jurisconsulto, escritor, jornalista e político brasileiro e que também foi membro da Academia Brasileira de Letras. Gilberto Amado nasceu em uma casa na Avenida Capitão Salomão, onde hoje está sediada a Lira Carlos Gomes.
No final dos anos de 1970, Valter Cardoso Costa, irmão de Alizi e então prefeito de Estância realizou o calçamento a paralelipípedos, e finalmente em 1988, o então Prefeito Carlos Magno Costa Garcia concluiu o processo de urbanização do bairro Porto d'Areia, ligando-o ao Loteamento São Jorge. A última reforma urbanística por que passara o bairro foi também na segunda gestão do Prefeito Carlos Magno Costa Garcia, que dotou o local com ampliação do Alto da Conceição - onde está assentado o Cristo Redentor, parque temático sobre o São João de Estância, e parque infantil.
O Porto d'Areia é insofismavelmente uma comunidade tradicional, com forte presença de descendentes afro-brasileiros, e enraizadas tradições culturais.
¹Paulo César dos Santos é historiador pela Universidade Estácio de Sá, pós-graduando em Docência do Ensino Superior, Docência em Filosofia e Teologia e Tutoria em EaD, pela Universidade Cândido Mendes.
²Nas fotos, ruínas do trapiche e aspectos primitivos do antigo Cristo (1988), no Alto da Conceição - Porto d'Areia.
³ Quem possuir fotos ou informações sobre o Porto d'Areia, favor entrar em contato com o autor, pelo e-mail doctuspaulus@hotmail.com.
²Nas fotos, ruínas do trapiche e aspectos primitivos do antigo Cristo (1988), no Alto da Conceição - Porto d'Areia.
³ Quem possuir fotos ou informações sobre o Porto d'Areia, favor entrar em contato com o autor, pelo e-mail doctuspaulus@hotmail.com.










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