FICA

Fica aqui em meu silêncio. Deixa-me tocar sua face. Mas não desfase que entre as fases desta vida Encontramo-nos sempre. Fica sob meus cobertores, sobre meu leito, Fica essa manhã entre lençóis e versos. Ouçamos Bach ou Vivaldi ou Chico. Dancemos tango em dengos constantes E neste instante sonhemos sonhos brancos. Não importa a música Mas fica. Ouça minha voz e me silencie com um beijo. Fica em meus braços como se fosse minha Fica em minha vida como se fosse sua Fica em silêncio que eu também me calo. Aracaju (casa de mãinha), véspera do dia 20 de março de 2015. Paulo César dos Santos, poeta sergipano.

Comentários