Diário de um Velho Amante

"Era madrugada. Ela se deitou ao meu lado. Seu corpo ainda cheirava a sabonete e seus cabelos, ainda úmidos, a um delicioso shampoo. Sentir seu cheiro, sua pele doce e suave de ninfeta... Deitou-se apenas. Não falou nada, mas eu entendi tudo. Abracei-a com carinho, mas forte, para que ela sentisse que meu corpo a desejava inteira. Beijei sua nuca suavemente. Ela, silêncio. Fui descendo. Ora tocando-lhe as costas com os lábios, noutros pontos com a língua, e ainda parava em pequenos beijos. Sentir que sua respiração mudava enquanto eu acariciava sua barriga nua e principalmente quando alcançava suavemente os seus seios ou, ousado, o seu sexo. Virei-a para mim. Ela era minha naquele instante. Beijei-lhe na boca. Sufoquei-lhe qualquer gemido, qualquer grito, qualquer palavra. A noite era nossa..."


(Diário de um Velho Amante, no prelo, de minha autoria).

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