DUSSANTUS, UMA VOZ E VERDADE
Conheci LUIZ CARLOS DOS SANTOS - O Dussantus, há cerca de trinta anos. Fui aluno dele, do Isaac Galvão, Dinha Barreto e Cicero Santos, de Teatro, numa época em que a Secretaria de Estado da Cultura olhava para o inteiorzão, d'onde provenho. Tempos áureos, abençoado por uma santa negra sem altar, Raimunda Andrelina, poetisa, educadora, escritora e um ser humano de um coração lindo.Dussantus chegou-nos doce, como os bons versos. Ancorava-se na residência da querida e saudosa Maria de Zé Paulo, com suas pupilas Nadja Piauitinga e irmãs.
Trazia ele, na cuia, o saber do teatrólogo, do homem do diálogo, da alegria e festa, mas sobretudo, do homem de verdade e da verdade. Encantou-nos a todos por ser verdadeiro, por ser amigo, por ser sincero.
Aqui, na terra de Bessa, Camelier, dos Gêmeos Pintores encontrou o seu primeiro e derradeiro amor. E nos brindou com o sorriso da sua amada Lidiane e do seu filho Ivilmar Matheus.
Eu o tive como mestre. Eu o tenho como mestre. Mestre é ele. O cara - diriam os mais jovens. Eu o saúdo como meu mestre e amigo. Um ser humano especial. Desses que não nascem dois (o mundo não suportaria rsrsss). Nasceu ele: ator, diretor de teatro, poeta, comunicador, formador de almas nobre. Meu amigo. Como me foi grata a vida.
Sua voz é verdade. A verdade se faz voz e fez em sua boca. A boca que beija a boca da Lidiane Nobre. Que nobre sorriso tem aquela menina beijada e verdadeiramente amada pelo Luiz que não é qualquer um, mas DUSSANTUS - numa modesta tradução DOS SANTOS. De todos os santos baianos e sergipano, dos Santos, a quem saúdo e saudade.

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