Análise Econômica I

Caríssimos, estou tendo a honra de voltar à academia estudando um tema que me apaixona desde os tempos da Universidade Federal de Sergipe, nos idos dos anos 90, e o melhor, sob a orientação da Professora Magna Maria da Silva, da Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe - FANESE.

Eis algumas das minhas participações:

Doutores, Doutoras...

Pax bonumque!

A Economia enquanto reflexão a cerca do uso racional de recursos sempre escassos para a satisfação das necessidades e desejos crescentes da pessoa humana, tem buscado não só compreender o fenomeno da escassez (objeto ontológico da economia), mas sobretudo criar mecanismo de controle e racionalização do uso desses recursos. David Ricardo, ao desenvolvover sua tese da existência de capitalista, trabalhadores e donos de terras (latifundiários), não percebeu que os meios de produção entregues às mãos do então nascente capitalismo, era inacessível ao comum dos homens - os trabalhadores. Essa lacuna teórica de Ricardo só fora superada pela análise marxista da economia, em que o trabalhador, portador tão somente de sua força de trabalho (essa também uma mercadoria, mas sempre abundante graças ao exercíto de reserva de trabalhadores) não se beneficiavam com os avanços tecnológicos e só alcançavam o bens produzidos mediante o mercado, ao que Marx chamou de Fetiche da Mercadoria, ou seja, como se os produtos possuissem vida própria e não fossem resultantes da soma entre capital e trabalho.

A partir dos pressupostos clássicos de David Ricardo e de Karl Marx, surge a necessidade de se refletir a quem caberia gerir os recursos necessários à satisfação das crescentes necessidades humanas. Seria esse ente interventor o Estado, com os seus mecanismos de controle da produção e circulação das riquezas, legitimado a esse controle, que levou o economista britânico John Keynes a advocar a necessidade desta intervenção, em desarmonia com o liberalismo e seu tema "laisser-faire, laisser-passé", ou seja, deixa fazer, deixa passar, que defendia a intervenção mínima do Estado nos assuntos econômicos, sendo que hoje percebemos que esse Estado-ausente nunca existiu.

As reflexões sobre a importância, alcance e métodos da economia requer muito espaço, o que não teríamos aqui, porém parabenizo os ilustres colegas, notadamente o Abraham Filho, pelas justas e sábias análises.

Cum magnum gaudium et spes,

Cordialmente,


Paulo César dos Santos
Bacharelando em Direito pela Faculdade de Administração e Negócios de Sergipe - FANESE
Graduando em Gestão de Recursos Humanos pela Universidade Estácio de Sá
http://ambitododireito.blogspot.com
No Twitter: http://twitter.com/Instituto_Nobre

outra...

Para reflexão dos ilustres colegas, eis uma síntese:

"Economia
- Montechrétien em 1615: Traité de l’Économie Politique; entre os gregos
oikonomia significa governo da casa, da vida doméstica. O valor
fundamental da economia é a utilidade (vem do latim uti, servir-se de).
a) Precursores da ciência econômica - os fisocratas (Quesnay) - 1756 a
1776: liberdade – ordem natural;
b) Escola Clássica:
b.1 - o fundador da ciência econômica moderna : Adam Smith (obra
de 1776 - lei da oferta e da procura);
b.2 - corrente pessimista (leis naturais nem sempre benéficas) : Malthus,
Ricardo (obra em 1817 -da simples manutenção);
b.3 - fundo de salário (parte do capital circulante) - John Stuart Mill.
c) Escola econômica-cristã:
Teoria do Justo Salário:
a) necessidades vitais do trabalhador e de sua família;
b) situação da empresa;
c) bem comum.
d) Escolas socialistas:
d.1- clássica: Owen, Bastiat = associativismo;
d.2 - Karl Marx : teoria da mais valia;
d. 3 - Bolchevismo: dirigismo estatal.
e) Escolas modernas:
e.1 - escola matemática ou de Lausanne - Pareto (1848/1923),
Irving Fisher (traduzidos em equações - equilíbrio
econômico);
e.2 - escola psicológica - escola de Cambridge - Alfred
Marshall (1842/1929), Keynes (1883/1946) (noções do
custo-produção e da utilidade; reações psicológicos dos
consumidores; propensão marginal a consumir, a eficácia
marginal do capital e a taxa de juro).
f) A economia social - Henri Guitton: “ o econômico é físico e
mecânico. O social deverá ser antes humano e justo”. Objeto de
estudo comum : a empresa."

Fonte: http://www.floresdemoraes.com.br/PUC/DTI6.pdf

Com as minhas homenagens,

Paulo César dos Santos
Bacharelando em Direito pela FANESE
Graduando em Gestão de Recursos Humanos pela UNESA - Universidade Estácio de Sá / Fase

... ainda ...

Muitas vezes, ao se estudar Economia, sobretudo suas escolas e teses, não contemplamos que se trata de algo tão presente em nossas vidas. A ilustre colega, Dra. Michelle Alline Marques da Silva, em suas reflexões supra, ao citar como a chegada e a decisão de ter filhos influem na vida economica de um casal é um bom exemplo da importância da economia no cotidiano de cada um de nós. Neste diapasão, nos causa tristeza que, muitas vezes, quando o assunto dos telejornais é a situação da economia, ou quando adquimos uma revista nas bancas, sempre ou quase sempre pulamos as páginas que tratam da matéria. Realmente, ainda são os fenomenos econômicos olvidados como dispensáveis à vida na urbe, na civitas, como diriam os latinos. Atual é a reflexão marxista que diz, in verbis, que "Na produção social de sua existência, os homens entram em relações determinadas, necessárias, independentes de sua vontade, relações de produção que correspondem a um dado grau de desenvolvimento de suas forças produtivas materiais. O conjunto destas relações de produção constitui a estrutura econômica da sociedade, a base real sobre a qual se ergue uma superestrutura jurídica e política e à qual correspondem determinadas formas de consciência social. O modo de produção da vida material condiciona o processo de vida social, política e intelectual em geral. Não é a consciência dos homens que lhes determina o ser; ao contrário, seu ser social determina sua consciência."

É bem verdade, que neste trecho de sua obra, Karl Marx tenha olvidado de acrescentar a importância da economia na esfera da existência familiar: quantas famílias se dissolvem por problemas financeiros-econômicos. Tenhamos em mira o fenomeno da migração, por exemplo.

Eis a minha humilde contribuição, nobres colegas. Afinal, se falo demais, não é virtude nem defeito. É esse poeta que teima em viver no meu peito, fazendo de mim um cabra falante. Talvez um enfanto de quarenta anos, ou um homem envelhecido na biblioteca, que tudo que ama é o saber que se presta a transformar em vida ou que vida deveria ser: o saber de ser aprendiz constante, principalmente no instante em que me coloco diante vocês...

Com apreço,

Paulo César
Instituto Nobre de Qualidade, Imagem e Conceito
Prêmio Nobre de Qualidade, Imagem e Conceito

... continuo...

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