III Congresso Internacional do IBDFAM
Centro de Convenções
Saiba como chegar
Realização
IBDFAM IBDFAM
Apoio
VALE DOURADO MENDO SAMPAIO TRANSPAL FIEA SOCOCO GRAFMARQUES PREFEITURA DE MACEIO COCA COLA CRISTAL ESMAL ANOREG
Secretaria Executiva e Agência Oficial de Turismo
Fone/Fax: (82) 3231.8238
(82) 3231.1335
mep@mepeventos.com.br
http://mepeventos.com.br
Caros amigos!
É com grande alegria e contentamento que convidamos a todos para participar do III Congresso Internacional do IBDFAM e II Congresso Internacional de Direitos Fundamentais na cidade de Maceió/AL, no período de 10 a 12 de novembro deste ano e que terá como sede o Centro de Convenções de Maceió.
Contaremos com a presença de renomados juristas nacionais e estrangeiros que abordarão temas palpitantes e atuais, além de um significativo e qualificado público oriundo de todos os recantos do País e do exterior, composto de advogados, magistrados, membros do Ministério Público e das Defensorias Públicas, estudantes e professores de Direito.
Teremos enorme satisfação em acolhê-los nesta simpática e graciosa Capital das Alagoas, com seu povo amigo e hospitaleiro. Ao lado de nossa programação oficial, desejamos e esperamos compartilhar nossas belezas naturais, nossas praias exuberantes, nosso artesanato e nossa culinária típica, tudo isso durante os dias do evento, prolongando-se até o feriado de 15 de novembro.
E para abrilhantar ainda mais o evento e ressaltar as qualidades de nossa Terra, recebemos com muita emoção o belíssimo artigo do Professor Zeno Veloso publicado em Belém do Pará no mês de março passado e que temos a honra de dividi-lo com todos vocês, na certeza que quando novembro chegar teremos um agradável e gratificante encontro em Maceió.
Des. Elisabeth Carvalho Nascimento
Presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas
Maria Lucia de Fatima Barbosa Pirauá
Presidente do IBDFAM/Alagoas
MACEIÓ, MINHA SEREIA
(Zeno Veloso)
(Artigo publicado em 06 de março de 2010 no jornal paraense “O Liberal”)
O Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM, umas das mais importantes instituições de nosso país, nasceu a partir de uma idéia lançada num encontro jurídico que se realizou em Maceió. E ocorrerá na encantadora capital das Alagoas, neste ano, mês de novembro, um Congresso Internacional de Direito de Família, reunindo especialistas brasileiros e estrangeiros.
Imagino o grande trabalho que terão para organizar tão importante evento os meus amigos dirigentes do IBDFAM de Alagoas. A nossa presidente é a dra. Fátima Pirauá, e vice-presidente o dr. Carlos Cavalcanti, ambos exemplares juízes de Direito e civilistas renomados. Estará participando dos trabalhos, com certeza, meu ex-aluno, Luís André Buarque, de tradicional família alagoana, que é um dos meus constantes interlocutores, e um festejado professor de Direito Civil. Aceitei o pré-convite para fazer uma palestra no dito congresso internacional e, se Deus quiser, voltarei àquela terra bendita, que tanto amo.
Maceió é uma cidade exuberante, cheia de encantos, uma das mais belas do Nordeste brasileiro. Está cercada de coqueiros, mangues, lagoas. É banhada por 15 praias, e eu destaco Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara. Ponta verde, antigamente, era chamada Praia das Acanhadas, pois nela se banhavam as tímidas e recatadas jovens da sociedade alagoana, que não queriam se expor nas praias mais movimentadas. Como se sabe, Maceió é terra de moças muito bonitas. Entretanto, a praia que lá freqüento é a do Francês, no Litoral Sul, em que vemos verdadeiras piscinas naturais, formadas por arrecifes de corais. Algo inesquecível. As praias das Alagoas, sem dúvida, estão entre as mais bonitas do Brasil, como a de Alter-do-Chão, em nossa Santarém.
Uma vez, tomei coragem e me meti numa jangada, com pescadores, adentrando no mar de cor verde e em alguns momentos azul-turquesa de Maceió – que lembra o do Caribe. Navegamos mais de 2 km e ficamos numa piscina natural, no meio do oceano. É uma sensação indescritível.
Sempre me perguntam se gosto mais de Natal, de João Pessoa ou de Maceió, e respondo que são cidades diferentes, com aspectos particulares, todas com beleza natural estonteante. Entretanto, a capital de Alagoas é singular. Como na canção “Ponta de Lápis”, composta por Roberto Barbosa e Marcos Vagaresa, sinto muitas saudades do céu, do sal, do sol de Maceió...
Como se tudo isso não bastasse para justificar a minha afeição, o meu apreço e benquerer, foi lá que nasceu, em 23 de abril de 1892, um dos maiores jurisconsultos que a humanidade jamais produziu: Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda. É autor de uma obra gigantesca e não somente jurídica. Ressalto o “Tratado de Direito Privado”, com 60 volumes, que representa, simplesmente, a maior obra universal, escrita por um só homem, em todos os tempos, e na qual se ombreiam a quantidade e a qualidade. São mais de 30.000 páginas de riqueza científica insuperável, repletas de vigor, rigor vocabular, sabedoria e beleza literária. Em todos os meus livros, Pontes de Miranda é um personagem destacado, e muitas teses ou informações são sustentadas por suas venerandas lições.
Numa ocasião, aqui no Pará, foi lançada a candidatura do deputado AntonioTeixeira para presidente da Assembléia Legislativa do Estado. Entretanto, surgiram algumas opiniões de que Antonio, nascido em Portugal, brasileiro-naturalizado, não seria elegível para o cargo, uma vez que o presidente da Assembléia integra a linha sucessória do cargo de Governador do Estado, sendo este privativo de brasileiro-nato, segundo a Constituição vigente naquele tempo. A pedido de meu amigo Teixeira, contatei Pontes de Miranda, no Rio de Janeiro, e este produziu um parecer em que garantiu a possibilidade jurídica de ele ser eleito Presidente da Assembléia Legislativa. Pacificada a questão, diante o pronunciamento do maior jurista do país e um dos maiores do mundo inteiro, Teixeira foi eleito presidente, mas teve o cuidado de jamais exercer, nos impedimentos ocasionais do governador – que era o saudoso professor Aloysio da Costa Chaves, a chefia do Executivo.
Em outubro de 1987, aqui em Belém, o Tribunal Regional do Trabalho da Oitava Região, presidido pelo Juiz Arthur Francisco Seixas dos Anjos, promoveu a “Semana de Pontes de Miranda”, num tributo à memória do eminente jurista. Esteve presente sua viúva, D. Amnéris Pontes de Miranda. Participaram do evento e fizeram conferências Djacir Menezes, Sílvio Meira, Luiz Pinto Ferreira, Clóvis do Couto e Silva e José Francisco Paccillo, que substituiu o ministro Clóvis Ramalhete. Tive a honra de participar daquele magno evento, um dos momentos inesquecíveis de minha vida, e falei sobre a obra do genial alagoano, fazendo uma comparação dele com Augusto Teixeira de Freitas, autor do Esboço do Código Civil, o Savigny americano, ambos figuras solares da inteligência e da cultura brasileiras. Freitas foi um homem do século XIX, cuja obra se projeta para o século XX; Pontes de Miranda, do século XX, cuja obra se estende ao século XXI.
Fonte: site oficial do congresso, acessado em 10 de Setembro de 2010!
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É com grande alegria e contentamento que convidamos a todos para participar do III Congresso Internacional do IBDFAM e II Congresso Internacional de Direitos Fundamentais na cidade de Maceió/AL, no período de 10 a 12 de novembro deste ano e que terá como sede o Centro de Convenções de Maceió.
Contaremos com a presença de renomados juristas nacionais e estrangeiros que abordarão temas palpitantes e atuais, além de um significativo e qualificado público oriundo de todos os recantos do País e do exterior, composto de advogados, magistrados, membros do Ministério Público e das Defensorias Públicas, estudantes e professores de Direito.
Teremos enorme satisfação em acolhê-los nesta simpática e graciosa Capital das Alagoas, com seu povo amigo e hospitaleiro. Ao lado de nossa programação oficial, desejamos e esperamos compartilhar nossas belezas naturais, nossas praias exuberantes, nosso artesanato e nossa culinária típica, tudo isso durante os dias do evento, prolongando-se até o feriado de 15 de novembro.
E para abrilhantar ainda mais o evento e ressaltar as qualidades de nossa Terra, recebemos com muita emoção o belíssimo artigo do Professor Zeno Veloso publicado em Belém do Pará no mês de março passado e que temos a honra de dividi-lo com todos vocês, na certeza que quando novembro chegar teremos um agradável e gratificante encontro em Maceió.
Des. Elisabeth Carvalho Nascimento
Presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas
Maria Lucia de Fatima Barbosa Pirauá
Presidente do IBDFAM/Alagoas
MACEIÓ, MINHA SEREIA
(Zeno Veloso)
(Artigo publicado em 06 de março de 2010 no jornal paraense “O Liberal”)
O Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM, umas das mais importantes instituições de nosso país, nasceu a partir de uma idéia lançada num encontro jurídico que se realizou em Maceió. E ocorrerá na encantadora capital das Alagoas, neste ano, mês de novembro, um Congresso Internacional de Direito de Família, reunindo especialistas brasileiros e estrangeiros.
Imagino o grande trabalho que terão para organizar tão importante evento os meus amigos dirigentes do IBDFAM de Alagoas. A nossa presidente é a dra. Fátima Pirauá, e vice-presidente o dr. Carlos Cavalcanti, ambos exemplares juízes de Direito e civilistas renomados. Estará participando dos trabalhos, com certeza, meu ex-aluno, Luís André Buarque, de tradicional família alagoana, que é um dos meus constantes interlocutores, e um festejado professor de Direito Civil. Aceitei o pré-convite para fazer uma palestra no dito congresso internacional e, se Deus quiser, voltarei àquela terra bendita, que tanto amo.
Maceió é uma cidade exuberante, cheia de encantos, uma das mais belas do Nordeste brasileiro. Está cercada de coqueiros, mangues, lagoas. É banhada por 15 praias, e eu destaco Jatiúca, Ponta Verde e Pajuçara. Ponta verde, antigamente, era chamada Praia das Acanhadas, pois nela se banhavam as tímidas e recatadas jovens da sociedade alagoana, que não queriam se expor nas praias mais movimentadas. Como se sabe, Maceió é terra de moças muito bonitas. Entretanto, a praia que lá freqüento é a do Francês, no Litoral Sul, em que vemos verdadeiras piscinas naturais, formadas por arrecifes de corais. Algo inesquecível. As praias das Alagoas, sem dúvida, estão entre as mais bonitas do Brasil, como a de Alter-do-Chão, em nossa Santarém.
Uma vez, tomei coragem e me meti numa jangada, com pescadores, adentrando no mar de cor verde e em alguns momentos azul-turquesa de Maceió – que lembra o do Caribe. Navegamos mais de 2 km e ficamos numa piscina natural, no meio do oceano. É uma sensação indescritível.
Sempre me perguntam se gosto mais de Natal, de João Pessoa ou de Maceió, e respondo que são cidades diferentes, com aspectos particulares, todas com beleza natural estonteante. Entretanto, a capital de Alagoas é singular. Como na canção “Ponta de Lápis”, composta por Roberto Barbosa e Marcos Vagaresa, sinto muitas saudades do céu, do sal, do sol de Maceió...
Como se tudo isso não bastasse para justificar a minha afeição, o meu apreço e benquerer, foi lá que nasceu, em 23 de abril de 1892, um dos maiores jurisconsultos que a humanidade jamais produziu: Francisco Cavalcanti Pontes de Miranda. É autor de uma obra gigantesca e não somente jurídica. Ressalto o “Tratado de Direito Privado”, com 60 volumes, que representa, simplesmente, a maior obra universal, escrita por um só homem, em todos os tempos, e na qual se ombreiam a quantidade e a qualidade. São mais de 30.000 páginas de riqueza científica insuperável, repletas de vigor, rigor vocabular, sabedoria e beleza literária. Em todos os meus livros, Pontes de Miranda é um personagem destacado, e muitas teses ou informações são sustentadas por suas venerandas lições.
Numa ocasião, aqui no Pará, foi lançada a candidatura do deputado AntonioTeixeira para presidente da Assembléia Legislativa do Estado. Entretanto, surgiram algumas opiniões de que Antonio, nascido em Portugal, brasileiro-naturalizado, não seria elegível para o cargo, uma vez que o presidente da Assembléia integra a linha sucessória do cargo de Governador do Estado, sendo este privativo de brasileiro-nato, segundo a Constituição vigente naquele tempo. A pedido de meu amigo Teixeira, contatei Pontes de Miranda, no Rio de Janeiro, e este produziu um parecer em que garantiu a possibilidade jurídica de ele ser eleito Presidente da Assembléia Legislativa. Pacificada a questão, diante o pronunciamento do maior jurista do país e um dos maiores do mundo inteiro, Teixeira foi eleito presidente, mas teve o cuidado de jamais exercer, nos impedimentos ocasionais do governador – que era o saudoso professor Aloysio da Costa Chaves, a chefia do Executivo.
Em outubro de 1987, aqui em Belém, o Tribunal Regional do Trabalho da Oitava Região, presidido pelo Juiz Arthur Francisco Seixas dos Anjos, promoveu a “Semana de Pontes de Miranda”, num tributo à memória do eminente jurista. Esteve presente sua viúva, D. Amnéris Pontes de Miranda. Participaram do evento e fizeram conferências Djacir Menezes, Sílvio Meira, Luiz Pinto Ferreira, Clóvis do Couto e Silva e José Francisco Paccillo, que substituiu o ministro Clóvis Ramalhete. Tive a honra de participar daquele magno evento, um dos momentos inesquecíveis de minha vida, e falei sobre a obra do genial alagoano, fazendo uma comparação dele com Augusto Teixeira de Freitas, autor do Esboço do Código Civil, o Savigny americano, ambos figuras solares da inteligência e da cultura brasileiras. Freitas foi um homem do século XIX, cuja obra se projeta para o século XX; Pontes de Miranda, do século XX, cuja obra se estende ao século XXI.
Fonte: site oficial do congresso, acessado em 10 de Setembro de 2010!

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