SOLIDARIZAR-SE NO EMPREENDER

Tenho feito reflexões constantes sobre o que seja empreender e descobrir nestas
minhas visitas ao Hiperurânio platônico que não se pode conjugar o verbo empreender sem que antes conjuguemos o verbo solidarizar(-se).

Creio - apesar de não ter autoridade para isso - que o espírito dos brasileiros
seja exatamente o de empreendedores nas mais diversas áreas que teimam em ser
solidários, em solidarizar-se, basta vermos o grande volume de pedidos de ajuda
que são feitos e prontamente atendidos com a maior boa fé.

É, pois, a solidariedade o signo a reger nosso grupo e isso nos põe à frente de
outros grupos e de outras propostas empreendedoras.

A solidariedade expressa na cordialidade do nosso moderador e dos nossos
membros, na gentizela singela, na humildade das colaborações, no agir
cordialmente, ou seja, com o coração (lembro-me de minhas aulas de latin, do
cor, cordes = coração). Quando empreendemos e conseguimos transmitir aos outros
- funcionários, fornecedores, clientes, à nossas famílias, o sentimento que nos
levou a abrir um empresa por certo estamos realizando a vivência plena do que
seja solidariedade, ou seja, estamos vivendo o dom da partilha humanamente
desejada.

Hoje as grandes corporações, nascidas sobre grandes fusões, grandes sifras
financeiras, perceberam que a questão da solidariedade não é meramente
estratégia de marketing, de parecer bem na foto, mas de dar um sentido real a
qualquer empreendimento. E esse solidarizar-se se dar em diversos níveis,
começando pela solidariedade interna corporis, e se externando no contato com a
clientela externa: fornecedores e clientes.

Disso exsurge uma das grandes vocações do empreendedor: ser um discerminador da
solidariedade, e de uma solidariedade extremamente fecunda porque erguida sobre
os pilares do trabalho e da dedicação, do "ensinar a pescar" como queria o judeu
Jesus e seus discipulos. E aqui faço até uma observação. Os discipulos e o
próprio Jesus são exemplos insofismáveis de empreendedores solidários.
Realizaram um grande empreendimento que já dura dois mil anos, a Igreja. Teimo
até em acreditar que nos cursos de empreendedorismo e administração caberia uma
"excussão" pela eclesiologia - ou estudo da Igreja, para compreendermos como um
sonho de solidariedade se tornou um "empreendimento mundial". E essa reflexão
cabe também, permitam-me, ao Islamismo, nascido da visão teológica-empreendedora
de Maomé há quase quinze séculos. "La Ilaha Il Ala, Mahamed hassu Ala" (Há um só
Deus que é Ala, e Maomé é o Seu Profeta), dizem os islamicos. Ou seja, em Deus
se converge toda a solidariedade - espírito mor do empreendorismo.

Caros, esse assunto é prolixo e extenso, mas creio que dei minha contribuição.
Fiquem com Deus.

Cordial e solidariamente,

Prof. Paulo César dos Santos
Instituto Nobre de Qualidade, Imagem e Conceito

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